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Por que SEO para e-commerce é tão importante?

Configurar sua loja virtual de acordo com estratégias de SEO para e-commerce pode ser o diferencial em relação aos seus concorrentes.

A regra é clara: quanto mais vendas uma loja virtual realizar sem o investimento em tráfego pago, maior será o seu lucro bruto. Por isso, o SEO para e-commerce é a configuração mais desejada para donos e gerentes de vendas de empresas que tenham canais de vendas online.

Porém, não é algo simples de fazer. Os motores de busca possuem algoritmos cada vez mais complexos a fim de melhorar a eficiência da entrega dos resultados. Isso significa que apenas ter o menor preço em seu e-commerce não garante que ele será bem classificado.

Vamos conversar um pouco sobre isso.

Pilares do SEO para e-commerce

Sites fraudulentos, com altas taxas de rejeição, experiência de usuário comprometida e com confiabilidade duvidosa não são bem-vindos entre os buscadores. Google, Bing, Yahoo Search etc, querem que os internautas tenham uma boa experiência ao utilizá-los — e ter o cartão clonado após “comprar” em uma loja virtual que encontrou nos buscadores está longe de ser uma boa experiência.

Por isso, você precisa tornar o site amigável para os buscadores se quiser aumentar o tráfego orgânico da sua loja. Separei 6 pilares de SEO para e-commerce importantes para você começar a trabalhar neste ponto.

1. Planejamento

Decidi já colocar o planejamento em primeiro lugar para derrubar quaisquer vestígios de pensamento de que os resultados virão com pouco esforço. Um planejamento detalhado é necessário em todas as etapas da estratégia, do início ao fim.

Com isso em mente, saiba que você precisará ter dados abundantes sobre seu público-alvo, que lhe permita fazer um mapeamento e definir uma persona clara — até mais de uma, dependendo da campanha.

Porém, a labuta não para por aí. Após conhecer sua persona como se ela fosse parte do dia a dia da empresa, é preciso levar a sua loja virtual a ela — e lembre-se que estou falando de SEO, ou seja, a ideia aqui é ter um projeto otimizado para os buscadores a fim de chegar ao ICP.

Para isso, é necessário fazer uma análise do cenário atual, ou seja, de como está o ranqueamento das páginas. Só assim é possível saber em quais estratégias de SEO para e-commerce você deve investir primeiro. Considere os seguintes pontos:

  • Autoridade do domínio;
  • Qualidade dos materiais educativos (se você utiliza marketing de conteúdo);
  • Qualidade do UX das páginas;
  • Como estão os ajustes técnicos de SEO para e-commerce, sobre os quais falaremos agora.

2. SEO Técnico

A comunicação de um site com os crawlers (bots dos buscadores que ranqueiam as páginas) se dá através do código-fonte, que contém elementos específicos para isso. Tratam-se de ajustes “invisíveis”, afinal, não afetam o aspecto visual da página e, por isso, muitos negligenciam sua relevância.

Apesar de haver muitos fatores no ajuste técnico de SEO, quero citar duas configurações igualmente importantes: a semântica do código, que significa que todos os elementos devem ser bem bem organizados e identificados, e os arquivos para os bots.

Semântica do código

Sobre a semântica, me refiro à estruturação clara da página. Sendo assim, todas as divs devem seguir uma ordem, tal como as tags de texto precisam fazer sentido. Por exemplo, em uma página de produto, o nome da mercadoria deve estar com as tags de título (heading tags).

Caso o título esteja com a tag de um parágrafo e apenas formatado com tamanho de fonte maior, o Google o verá como um parágrafo. Em termos de ranqueamento, não importa a formatação, e sim como os elementos estão tagueados.

Portanto, o correto é usar e abusar das meta tags, incluindo os Alt Text, pois os buscadores terão mais informações sobre suas páginas e as ranqueará melhor.

Arquivos para os bots

Já quero começar com um exemplo: o Robots.txt. Trata-se de um arquivo que fica na raíz do seu site. Sua função é informar aos mecanismos de busca quais páginas do seu site você não quer indexar. Sim, isso faz todo o sentido.

Imagine que você esteja liberando um e-book como uma isca digital. Estratégia simples para captação de leads, certo? A página que contiver o botão “baixar agora” jamais deve ser acessada por outro canal a não ser o redirecionamento da landing page.

Por isso, a URL da página de download estará no Robots.txt, afinal a última coisa que você quer é que as pessoas a encontrem pelo Google. Enquanto isso, o sitemap.xml é outro arquivo e se propõe a ser o oposto do que falei acima, ajudando o Google a indexar as páginas principais do seu site.

Vê como apesar de ser uma estratégia simples ela pode ser sabotada e gerar falsos relatórios de desempenho?

3. Conteúdo de Valor

De acordo com o Hubspot, 80% dos tomadores de decisão de compra preferem se informar pelos conteúdos disponíveis da empresa. Eles não querem ser vendidos, querem ser educados.

Isso significa que não adianta só ter uma oferta interessante para a persona. Também é necessário elaborar conteúdos com headlines, criativos e CTAs aos quais ela se identifique e os consuma.

Conteúdo é rei. O Instituto de Marketing de Conteúdo relata que cada vez mais empresas globais estão adotando a estratégia — e ainda publicou um vídeo mostrando como uma empresa de máquinas agrícolas conquistou o coração do seu público-alvo com conteúdos úteis a eles.

4. Experiência do Usuário

Desde que o Google anunciou que os indicadores de experiência na página influenciariam na classificação da SERP, o UX entrou na esfera das otimizações de SEO para e-commerce. Os fatores que definem como é a experiência para o usuário são o Mobile Friendly, o HTTPS, os elementos intrusivos e as Core Web Vitals.

Acha que falei grego? Então é sinal de que sua loja pode estar “abandonada” nas questões de experiência de usuário. Isso pode custar caro.

5. Autoridade e Popularidade

Quanto mais os buscadores “verem o seu site como de autoridade”, mais ele será priorizado no ranqueamento de palavras-chave. Essa percepção é gerada de acordo com a popularidade das suas páginas pela internet, ou seja, com a quantidade de backlinks a ela.

Por isso, muitos estrategistas utilizam o linkbuilding. No entanto, para o e-commerce esse método tem um empecilho: poucos sites da web criam links diretos para páginas de produtos. As pessoas não veem a internet como um catálogo, mas como um canal por onde podem resolver algum problema.

Então, ao saber bem o tipo de problema que certa categoria de produtos da sua loja resolve, o ideal é que você crie o que chamamos de ativos linkáveis. Eles são páginas com conteúdos ricos, propensos a serem citados (e, assim, linkados) por outros sites.

Nesses conteúdos, portanto, é que haverá os links para produtos da sua loja. Os leitores serão informados sobre a solução de um problema e como obtê-la, o que reforça a importância do conteúdo como um pilar do SEO para e-commerce.

Autoridade de domínio

Quando um domínio é novo, naturalmente os resultados demoram a chegar. Em contrapartida, quanto mais antigo um endereço for, mais autoridade ele terá perante os buscadores.

O histórico de penalizações também influencia muito. Práticas proibidas, como a Black Hat e até mesmo conteúdos plagiados, só vão fazer com que as páginas ocupem posições catastróficas na SERP (página de resultados de pesquisa).

Claro que é possível reverter a situação, mas demorará ainda mais tempo do que começar com um domínio do zero.

6. Monitoramento

Não adianta montar uma força tarefa para deixar o SEO do seu e-commerce redondinho se você não tiver como mensurar os resultados. O Google Analytics será um bom fornecedor de dados de desempenho de suas páginas, mas você terá insights melhores pelo Google Data Studio.

Essa ferramenta converte todos os dados obtidos em painéis personalizados. Dessa forma, você monta uma dashboard de acordo com o que é mais relevante para si. Se você não tem familiaridade com o Data Studio, precisa terceirizar essa função. 

Porém, nem todos os profissionais de marketing sabem lidar com ele — e os que sabem não são muito baratos. Se você perceber este entrave, o ideal é contar com uma agência de marketing digital para e-commerce.

Principais ferramentas de SEO para e-commerce

Além de contar com bons parceiros para trabalharem no SEO das páginas da sua loja virtual, é válido contar com ferramentas e plugins disponíveis. Existe uma infinidade deles, alguns para tarefas específicas, como o KWFinder — ideal para achar palavras-chave de cauda longa com baixa concorrência —, outros para otimização geral, como o All in One SEO e o Yoast.

Veja demais opções abaixo:

  1. Google Search Console
  2. Semrush
  3. Ubersuggest
  4. Ahrefs
  5. Majestic
  6. All in One SEO
  7. Bing Webmaster Tools
  8. Check My Links
  9. Google Analytics
  10. Google Pagespeed
  11. Google Trends
  12. Help a Reporter Out
  13. Keyword Planner
  14. Keyword Explorer
  15. KWFinder
  16. Linkstant
  17. Moz
  18. Woorank

Temos um artigo escrito especificamente para explicar cada uma dessas ferramentas de SEO. Clique aqui para acessar.

Em quanto tempo esses ajustes de SEO para e-commerce trarão resultados?

Todos os ansiosos fazem essa pergunta, principalmente após passarem o dia inteiro fazendo ajustes na página. Acontece que o SEO é uma estratégia para o médio e o longo prazo, o que significa que você até vai notar os primeiros sinais nos primeiros 30 dias, mas nada “satisfatório”.

O segredo é a constância. Trabalhando nas otimizações e gerando bons conteúdos para atrair cada vez mais pessoas, de seis meses a um ano você perceberá que seu site estará em um patamar muito mais alto no que se refere a visitas orgânicas.

Por ter um modelo de negócios de vendas diretas, o número de visitas nas páginas é o santo graal de empresas que vendem online. Quer aumentar o tráfego orgânico do seu e-commerce pra não depender somente de mídia paga? Veja como a Betminds pode escalar o seu negócio.

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