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Tokenização, CBDCs e DLTs: a revolução dos modelos de pagamentos

Conheça as inovações que estão revolucionando os modelos de pagamentos e que são alternativas mais segura, eficientes e inclusivas.

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Nos últimos anos vimos muitas novidades no mundo dos meios de pagamento. Das incertezas das criptomoedas ao mais que consolidado Pix, o avanço tecnológico promove formas mais seguras e práticas para consumir, pagar e transferir.

E essa é uma tendência que segue forte para os próximos anos. As transformações vão continuar e novidades vão chegar aos meios de pagamento. De acordo com o relatório World Payments Report 2022 ¹, existem três tecnologias que prometem revolucionar o setor financeiro: a tokenização de ativos, as CBDCs e as DLTs.

A seguir, vamos conhecer cada uma delas e seu impacto. Acompanhe!

A tokenização

A tokenização refere-se à transformação de bens físicos e ativos digitais, que recebem o nome de tokens. Esse processo ocorre por meio da tecnologia de blockchain, a mesma usada por criptoativos e que tem como grande vantagem a segurança.

O blockchain é usado, geralmente, para validar transações digitais . No caso da tokenização, ele servirá para autenticar bens. Isso permitirá a negociação de ativos digitais, em sua totalidade ou em partes. Será possível, por exemplo, adquirir apenas uma cota de obra de arte física autenticada digitalmente.

O uso de tokens elimina a necessidade de intermediários. Assim, uma vez que a tecnologia esteja mais consolidada, será mais fácil controlar o ciclo de vida de um ativo, tornando a experiência do usuário mais ágil e eficiente.

As DLTs

A Distributed Ledger Technology, ou simplesmente DLT, é uma tecnologia muitas vezes confundida com o blockchain, por conta de uma característica em comum: a destruição.

As DLTs são bancos de dados que, como seu próprio nome sugere, não são centralizados, isto é, não possuem um servidor central. Em vez disso, as informações ficam distribuídas - embora sincronizadas.

Os dados podem ser acessados por qualquer usuário autorizado. Apesar de parecer inseguro à primeira vista, isso só é possível porque existe uma cópia desses dados para cada uma das pessoas autorizadas. Todas essas cópias são registradas e contam com assinatura criptografada.

Assim como o blockchain, a DLT permite realizar transações sem intermediários. Outra diferença importante diz respeito às restrições. Enquanto o blockchain é público, na Distributed Ledger Technology é possível adotar restrições em relação ao acesso e consulta às informações.

As CBDCs

Central Bank Digital Currency pode ser traduzida como moeda digital do banco central. As CBDCs buscam trazer esses ativos digitais para um ambiente mais controlado (pelo BC), sendo uma resposta às criptomoedas privadas.

Seus objetivos são, entre outros, impulsionar novos modelos de negócio, facilitar a participação dos países no grande jogo econômico global e tornar as transações internacionais mais eficientes.

Uma característica fundamental das CBDCs é que, por serem emitidas pelos governos dos países, elas atuam também como reservas de valor.

Essa é uma medida que busca evitar a perda do controle da moeda pelos bancos centrais, uma vez que a tecnologia permitiu a criação de criptoativos privados, que são foco de muita especulação e nem sempre atendem os interesses da sociedade.

O fato de serem evitadas e controladas pelo banco central dos países faz, em tese, com que as CBDCs sejam menos voláteis e mais fáceis de implementar. No caso do Brasil, sobretudo em função do sucesso estrondoso do Pix, o BC anunciou que o Real Digital deve ser lançado até o final de 2024 ².

Embora novas tecnologias sempre tragam incertezas, os novos meios de pagamento tendem a favorecer e empoderar os consumidores. A descentralização do setor financeiro pode impulsionar novos modelos de negócio e gerar facilidades para os clientes desses serviços.

Se, atualmente, as entidades do mercado priorizam as grandes empresas, novidades como a tokenização, as DLTs e as CBDCs prometem trazer pequenas e médias companhias para a mesa. E isso potencializará as chances de ganho desses negócios.

Claro que a segurança é um fator a ser considerado e os passos devem ser tomados com cautela. Mas o fato de entidades como o Banco Central marcarem presença para regulamentar e desanuviar o ambiente digital reduz desconfianças e incertezas.

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Referências

¹ CAPGEMINI. World Payments Report. Disponível em: https://worldpaymentsreport.com/. [Acesso em 23 fev. 2023].

² EXAME. Real Digital deve entrar em circulação no final de 2024, diz Banco Central. Disponível em: https://exame.com/future-of-money/real-digital-deve-entrar-em-circulacao-no-final-de-2024-diz-banco-central/. [Acesso em 23 fev. 2023].

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