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O que é Retailtech?

Entre as soluções estão ferramentas de Big Data, Analytics, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), chatbots, entre outros recursos que facilitem a venda on-line

Retailtech é o termo que se refere às startups que oferecem soluções para o varejo. Essas empresas inovadoras fornecem ferramentas tecnológicas que têm como objetivo tornar a atuação do segmento varejista e todo o ecossistema ao seu redor mais eficiente e proporcionar uma melhor experiência para o usuário.

As retailtechs geralmente têm foco maior no apoio a pequenos e médios varejistas, tanto em lojas físicas quanto on-line. A ideia é impulsionar a produtividade e levar a inovação para que esses negócios possam competir em melhores condições no mercado.

Dentre as soluções trazidas pelas retailtechs para o varejo estão ferramentas de Big Data, Analytics, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), chatbots, entre outros recursos que facilitem a venda on-line – incluindo as etapas de logística e pagamento.

O que é Digital Commerce?

Digital commerce é uma estratégia para que os consumidores possam adquirir produtos e serviços on-line por meio de experiências interativas que geram mais engajamento. A proposta é que a jornada de compra se dê de forma mais ativa, combinando diferentes serviços e soluções tecnológicas.

Esse conceito funciona como complemento ao comércio eletrônico, aperfeiçoando o ato de vender no meio digital.

Dentre as soluções do digital commerce se destacam:

  • Conversational commerce: trata-se da humanização da experiência de compra, em que consumidor e empresa dialogam ativamente.
  • Headless Commerce: para proporcionar uma experiência sem atritos e uma interação mais fluida.
  • Personalização: segue a tendência de oferecer experiências e sugestões de consumo customizadas para cada cliente.
  • Provadores virtuais: permite que usuários utilizem suas medidas para "experimentar" peças de roupa, acessórios e calçados antes da compra.
  • Metaverso: baseia-se no uso de realidade virtual para criar verdadeiros shoppings digitais.
  • Criptomoedas: Para permitir que os consumidores paguem por suas compras com carteiras digitais, inclusive no consumo de NFTs e em lojas do metaverso.

Como as Retailtechs se relacionam com o Digital Commerce e seus sub-setores?

As soluções fornecidas pelas retailtechs para varejo, como vimos acima, ajudam as empresas a fornecer uma experiência otimizada para os usuários.

Exemplos: recursos de Big Data Analytics permitem a coleta de dados que favorecem a personalização de serviços e ofertas. Por sua vez, o uso de bots permite uma abordagem omnichannel, integrando canais e utilizando a Inteligência Artificial para auxiliar o consumidor ao longo de todo o processo de venda.

Quais problemas elas ajudam a resolver?

As retailtechs não oferecem soluções apenas para a otimização da experiência de compra. Elas também auxiliam os varejistas "nos bastidores", oferecendo recursos tecnológicos para, por exemplo, otimizar toda a cadeia logística. Com isso, as empresas conseguem oferecer preços mais atrativos, fretes mais rápidos e maior facilidade na logística reversa para trocas e devoluções.

Outras soluções voltam-se para os pagamentos. Trata-se não só de oferecer mais opções para os clientes digitais, como trazer inovações também para as lojas físicas. Um exemplo são os pontos de venda sem contato (contactless).

Panorama Global das Retailtechs

As retailtechs tiveram um grande impulso com a pandemia e a necessidade de novos modelos de negócio, sobretudo no on-line. A rápida digitalização dos canais de venda e a maior facilidade para os consumidores comprarem de casa fez com que surgisse uma nova demanda por melhores serviços e experiências.

Como isso se deu em nível global, os investimentos nessas startups explodiram de 2020 para cá. De acordo com o estudo Retail & Digital Commerce 2022, somente em 2021 foram investidos mais de US$ 100 bilhões em retail techs. Para se ter uma ideia, o número de unicórnios (empresas com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão) no setor cresceu mais de 50% neste mesmo ano, chegando a 207 em todo o mundo.

Panorama Brasileiro das Retailtechs

Em 2021, o Brasil acompanhou a tendência da América Latina e viu o crescimento dos investimentos das empresas de tecnologia. Aqui, foram mais de US$ 1,3 bilhão investidos nessas startups em mais de 87 rodadas de investimento. Dentre todas as empresas do modelo "tech", elas ficaram apenas atrás das fintechs. Com isso, estima-se que, no Brasil, já haja mais de 760 retailtechs.

Talvez o movimento mais notório neste mercado tenha sido a compra do site de informática e games Kabum pela gigante varejista Magalu. A operação foi fechada em nada menos do que US$ 683 milhões.

Tendências

Baseadas nas soluções que comentamos, as retal techs permitem ao varejo atender algumas das demandas latentes entre os consumidores. Entre elas destacam-se o social commerce (vendas por redes sociais), a já citada personalização da experiência de compra e da comunicação com os clientes e a priorização das vendas e dos pagamentos por meio de dispositivos móveis (mobile first).

Além disso, as compras por meio de pesquisas por voz, a partir de recursos como Alexa, Siri e Google Assistente, vêm crescendo e também são atendidas pelas inovações fornecidas pelas retailtechs. Mas essas são tendências que, de uma forma ou de outra, já estão se consolidando no mercado. O mercado das retailtechs já vislumbra outras oportunidades e demandas.

Uma delas é a crescente preocupação dos consumidores com a sustentabilidade. Segundo pesquisas, 62% dos compradores estão dispostos a trocar seus hábitos de compra para reduzir o impacto ambiental. Felizmente, existem startups que ajudam o varejo a adequar-se às políticas ESG.

Outra tendência para o futuro próximo são os shoppings 3D no Metaverso. A Nike, por exemplo, já adquiriu uma empresa para a produção de calçados virtuais para serem utilizados pelos avatares no mundo virtual.

Por fim, vale apenas citar as Digitally Native Vertical Brand (DNVBs) ou empresas nativas digitais. Trata-se de um modelo de negócio que já nasce dentro do ambiente digital e em que as marcas não mais utilizam o e-commerce para chegar aos consumidores. Trata-se do modelo D2C (direct to consumer). Assim, essas empresas são responsáveis por todo o ciclo de compra, desde o marketing ao pós-venda.

Por que investir em tecnologia no varejo? Exemplos aplicados no e-commerce

As transformações tecnológicas não são uma moda passageira e surgem alinhadas às novas demandas do consumidor digital, sobretudo no pós-pandemia. Em um país altamente conectado como é o Brasil – inclusive nas classes menos privilegiadas –, não basta estar presente na internet, é necessário oferecer uma experiência de compra que engaje os consumidores e diferencie a empresa da concorrência.

A ascensão da chamada geração Z, composta de nativos digitais, traz ainda mais urgência a esse movimento. Estima-se que as pessoas nascidas entre 1995 e 2012 já representem cerca de 30% da população brasileira. São pessoas que estão começando sua vida economicamente ativa e querem soluções que estejam alinhadas à sua rotina digitalizada.

Algumas empresas vêm investindo nesse tipo de experiência. Varejistas do setor de calçados e vestuário, por exemplo, já utilizam catálogos interativos e provadores virtuais. Marcas de tinta permitem simular, virtualmente, suas tonalidades nas paredes da casa, e as primeiras lojas contactless já chegaram ao Brasil, com a Amazon Go, em São Paulo.

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