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Digital Commerce - O Podcast especial Mulheres no E-commerce

Neste episódio especial do Dia das Mulheres do Digital Commerce, conversamos com duas gerentes de e-commerce sobre os desafios das profissionais no setor.

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Um levantamento da KPMG mostra que 75% das mulheres em cargos executivos não se sentem aptas para o cargo que ocupam e já experimentaram a síndrome do impostor. E isso traz uma série de desafios – pessoais e profissionais – que nem sempre são fáceis de serem superados.

Para falar sobre este e outros assuntos, trouxemos Gabriela Zink, Gerente de E-commerce da Surf Co., empresa do varejo do setor de vestuário e acessórios, e Fernanda Torzillo, Gerente de E-commerce da Água de Coco, marca de moda beachwear premium. Ambas concorrem ao Prêmio Mulheres no E-commerce, da Abcomm.

Confira alguns destaques deste bate-papo!

As mulheres no cargo de gestão no e-commerce

Tanto Gabriela quanto Fernanda já atuam há mais de dez anos no e-commerce, tendo passado por diferentes segmentos e atuando junto a diferentes marcas.

Em um mercado ainda dominado por homens e em que as mulheres muitas vezes não chegam ao cargo de gestão, os desafios são muitos. Gabriela conta que, embora o segmento de moda tenha mais abertura, ela percebe que as mulheres ainda ocupam mais cargos operacionais. Em contrapartida, cargos mais analíticos e estratégicos ainda são majoritariamente masculinos.

Ela comenta que e-commerce é uma área de oportunidades, sobretudo porque ainda há poucas pessoas capacitadas. E tendo começado nos primórdios do e-commerce no Brasil, ela vê a ascensão das mulheres e diz que os líderes devem se atentar para trazer mais mulheres para suas equipes.

Fernanda fala que o mundo da gestão do e-commerce exige lidar com 360º. Isso inclui também áreas ligadas à tecnologia, logística e outros campos que ainda hoje são dominados pelos homens.

Ela acredita que, nesse sentido, o principal desafio das mulheres no e-commerce é conquistar a confiança e o posicionamento em um ambiente muito masculino, em que as profissionais estarão cercadas de homens.

As dificuldades das mulheres no mercado de trabalho

Na esteira dos dados trazidos pela pesquisa da KPMG, Gabriela conta que faz parte do grupo de mulheres líderes que já questionaram sua aptidão para os cargos que ocupam.

Para ela, é importante que as mulheres coloquem a vontade e crescer à frente de todo o resto e entender que esse é um sentimento que, por muitos motivos, atinge a maior parte das profissionais.

Ela comenta que a necessidade de as mulheres terem que se provar a todo momento é algo cansativo e que leva à síndrome do impostor. Por isso mesmo, nos times que comanda, ela faz questão de incentivar as mulheres e destacar suas capacidades.

Fernanda concorda e diz que é fundamental passar esse reconhecimento para as mulheres do time. Para ela, o ponto-chave é colocar suas habilidades, conhecimentos, erros e acertos antes de qualquer rótulo.

Gabriela acrescenta que é papel das líderes atuais se posicionarem como referência para as que estão chegando e para que as coisas se tornem mais fáceis. A figura do chefe autoritário, muito comum no passado, não são algo com que as mulheres costumam se identificar.

Fernanda comenta que essa é uma responsabilidade grande. Afinal, líderes como elas são responsáveis por outras carreiras, por profissionais que dependem da experiência delas para se desenvolver.

Os desafios enfrentados no e-commerce

Entrando na parte operacional, Gabriela acredita que o maior desafio é a briga de preços no digital. Os clientes estão exigentes e buscam vantagens (frete grátis, descontos, cupons para primeira compra etc.) que nem sempre podem ser atendidas..

A autoconcorrência é outro fator que ela destaca. Um exemplo que ela usa são as empresas que atuam em marketplaces. Em muitos casos, devido à concorrência nesses espaços, a marca concorre com o seu próprio e-commerce. Por tudo isso, Gabriela acredita que o digital tem que se voltar para a construção de marca a longo prazo.

Já para Fernanda, quando falamos de marcas estabelecidas e com um público claro, o foco deve ser a jornada do consumidor e as diferenças e complementaridades entre o varejo e o digital. O e-commerce, para ela, veio para atender e alcançar um público que o varejo não atinge, como a geração Z.

As especificidades do setor de moda

Fernanda comenta que, neste segmento, o pós-venda é essencial. Questões como tamanho, tecidos e formas variam de marca para marca e é preciso atender a auxiliar os clientes com as compras, principalmente aqueles que acabaram de chegar.

Ambas concordam que, para isso, o básico tem que ser bem feito. E o pós-venda entra nisso. Gabriela fala que, no digital, é muito fácil focar em outras coisas, em promoções e estratégias para aumentar as conversões. Porém, as empresas devem pensar também na retenção e na satisfação dos clientes. E oferecer um pós-venda de qualidade é fundamental.

Ela bate novamente na tecla da construção de consciência a longo prazo e como isso é importante para que as marcas estruturem suas estratégias com um visão 360º. Para ela, quem pensa no todo é quem sai ganhando, como é o caso das empresas que já nasceram 100% digital.

Fernanda complementa e diz que a forma de atuar das empresas nativas digitais, mais ágil, fluida e antenada, gera uma pressão nas marcas no sentido de esquecer do básico.

Segundo ela, é preciso enxergar além do faturamento e estabelecer outros KPIs relacionados a diferentes frentes (pós-venda, NPS, taxa de conversão, funil de vendas etc.) que vão criar a sustentação que vai permitir o crescimento do faturamento.

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Assista o episódio completo

O episódio na íntegra já está no ar, então eu te convido para assisti-lo, dando play no vídeo abaixo ou para escutá-lo direto no spotify, clicando aqui!

Curtiu? Então, fique ligado no Digital Commerce - o Podcast e ouça a conversa na íntegra! Você também pode clicar aqui e conferir outros episódios.

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