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Como criar parcerias estratégicas para vender mais com o Digital

Neste episódio do Digital Commerce, conversamos com Mariana Ponzini de Azevedo, da Red Bull, sobre gestão de pessoas e estratégias de e-commerce para a indústria.

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A indústria brasileira ainda é, via de regra, muito tradicional. Isso nos coloca um passo atrás de mercados mais desenvolvidos em relação às estratégias digitais dessas empresas, como o e-commerce. Além disso, processos defasados também dificultam a entrada de novos profissionais.

Para falar sobre esse e outros assuntos, conversamos com Mariana Ponzini de Azevedo, Head de E-commerce da Red Bull Brasil. Batemos um papo sobre gestão de pessoas e estratégias da indústria para o digital.

Veja os destaques dessa conversa!

Grandes desafios do head de e-commerce

Mariana diz que um dos grandes desafios para a indústria em relação ao e-commerce está justamente no offline. Segundo ela, os processos tradicionais estão tão consolidados e as empresas estão tão acostumadas que a migração para o digital pode ser um baque.

Além das multiplicidade de ferramentas, ela diz que outro desafio está em entender esse mercado, sua dinâmica e a falta de estabilidade que ele apresenta.

Para isso, é preciso que as empresas estejam preparadas para tomar decisões rápidas e entender que a melhoria de processos envolve muitos erros ao longo do caminho.

Há ainda um terceiro desafio importante: as pessoas. Mariana comenta que é preciso saber fazer a gestão dos talentos para conciliar as diferentes experiências e conhecimentos. E isso passa por capacitar os profissionais.

Métodos e ferramentas eficazes para gestão de pessoas

Mariana fala que alinhar as diferentes gerações é uma tarefa diária na indústria. É necessário conciliar as expectativas e motivações que são muito diferentes.

Ela explica que os millennials costumam ser profissionais que buscam resultados rápidos. Já a geração Z, que está entrando agora no mercado, não é tão resiliente, o que exige capacitação para que esses talentos tenham mais autonomia e confiança.

Para superar essa lacuna entre gerações, ela diz que é necessário transparência, deixando claras suas expectativas enquanto líder. Além disso, a escuta ativa é outra medida importante, ajudando a entender o contexto de cada pessoa.

Ela comenta também que, embora menos resilientes, as pessoas da geração Z aprendem muito rápido. E isso pode resultar em um ímpeto e uma ansiedade que devem ser bem gerenciados para que possam ser usados a favor da empresa.

As aspirações da geração Z

Mariana fala que tem um elemento individualista mais forte nos profissionais que chegam agora ao mercado. Por outro lado, ela diz que são pessoas que buscam um propósito no que fazem; se elas não enxergam valor no que fazem, elas estão dispostas a abrir mão de status, dinheiro e cargo.

Ela comenta que essa é uma característica que exige tato, pois é preciso evitar que o profissional caia em utopias e deixe de se dedicar ao que tem que fazer. Por isso, a saída é ajudá-los a entender o seu próprio valor e se ele se conecta com os valores da empresa.

A geração Z, segundo ela, precisa de constante movimento. De ter voz e de se sentir parte dos resultados alcançados. Isso faz com que seja necessário sempre criar novos desafios e manejá-los dentro da empresa, evitando, assim, o desejo de mudar de ares - característica muito marcante dessa geração.

Como priorizar desafios

Mariana fala que não é possível entregar o máximo resultado, em todos os canais, a todo instante. É necessário escolher onde focar em cada momento.

Para ela, a priorização tem a ver com entender onde é possível conseguir resultados mais rápidos, o quick win. Em canais que demandam o envolvimento de mais pessoas ou áreas ou times, é preciso criar um escopo diferenciado.

Nesse sentido, contar com um time que tenha autonomia - e a confiança para isso - é fundamental.

Relação entre trade marketing e e-commerce

Mariana conta que o trade digital marketing é uma área essencial dentro das empresas para criar as bases das estratégias de lançamento de novos produtos que ajudarão a impulsionar os resultados do e-commerce.

Para ela, trata-se de um esforço para entender todas as ferramentas e potencialidades que o mercado oferece para ter um canal de e-commerce mais efetivo.

Diante disso e focando no digital, ela diz que é importante contar com profissionais capacitados e com expertise para desenvolver estratégias de retail media. Isso porque o online oferece possibilidades muito maiores e assertivas, com muito mais granularidade, para medir o ROAS e identificar o que de fato funciona.

Como trabalhar estratégias de mídia

Mariana lembra que quem não é visto não é lembrado. Ela diz que, para empresas pequenas, é crucial entender isso: é fundamental investir em mídia, mesmo que, em um primeiro momento, o investimento seja maior que o retorno. É uma questão de visibilidade.

Mas para que os resultados venham, consistência é a palavra-chave. As empresas precisam jogar o jogo do algoritmo, isto é, investimentos pontuais não trarão ganhos expressivos. Mariana alerta que é mais importante fazer investimentos menores em mídia todos os meses do que gastar muito de forma pontual.

Estratégias de trade marketing

Para Mariana, a principal função do trade digital marketing é trazer informações - que devem ser transformadas em ação. Para a indústria, dados que ajudem a conhecer os shoppers e a situação da empresa nos varejistas são essenciais.

Segundo ela, o trade digital marketing é a área que vai revelar qual o melhor lugar para se estar, como estar lá e qual é o melhor formato para isso.

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Assista o episódio completo aqui

O episódio na íntegra já está no ar, então eu te convido para assisti-lo, dando play no vídeo abaixo ou para escutá-lo direto no Spotify, clicando aqui!

Curtiu? Então, fique ligado no Digital Commerce - o Podcast e ouça a conversa na íntegra! Você também pode clicar aqui e conferir outros episódios.

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