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Case de Sucesso We Pink e Vtex IO no Digital Commerce o Podcast

Episódio traz Wlisses de Godoy, head de e-commerce da We Pink, marca nativa digital de cosméticos criada pelas influenciadoras Virgínia Fonseca e Samara Pink

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Negócios que escalam rapidamente e que possuem grandes volumes de venda precisam de uma plataforma robusta para sustentar as operações. Ainda mais quando falamos de uma empresa criada por uma influenciadora com mais de 41 milhões seguidores no Instagram.

Eu e o Rafael recebemos Wlisses Vicente de Godoy, head de e-commerce da We Pink, marca nativa digital de cosméticos criada pelas influenciadoras Virgínia Fonseca e Samara Pink. Conversamos sobre o poder dos influencers para impulsionar um negócio e como uma plataforma como a VTEX IO ajudou a dar mais independência à operação.

Confira alguns destaques da nossa conversa!

O sucesso da We Pink

A We Pink foi lançada em setembro de 2021 e, com o lançamento de um único produto, conseguiu faturar 1 milhão em apenas duas horas, além de bater a marca de 10 milhões de vendas no primeiro mês de operação. Desde então, já são 23 produtos no catálogo, uma média de dois a três itens novos lançados por mês.

Por estar ligada a uma das maiores influenciadoras do Brasil, a Virgínia, o desafio da We Pink foi diferente das demais empresas. Wlisses destaca que, com tamanho de divulgação e influência em mãos, o problema da marca não eram as vendas, mas a estruturação da operação (marketing, logística, qualidade do produto etc.) em uma empresa que crescia muito rapidamente.

O poder de um influenciador

Sempre destaco no blog o poder dos influenciadores, especialmente para as empresas do e-commerce. A We Pink é case de sucesso neste aspecto, experimentando em primeira mão a importância de contar com influencers para o crescimento da marca.

Somente com as vendas de um único produto, o primeiro perfume da marca, chamado Virgínia Fonseca, a We Pink vendeu mais de R$ 10 milhões no primeiro mês. "Essa é a força do influenciador digital: imagina comprar um perfume sem sentir o cheiro!", diz Wlisses.

E esse potencial não passa despercebido. Wlisses ressalta essa tendência e cita como muitas marcas estão correndo atrás, citando figuras como Ludmilla e Gusttavo Lima, que recentemente lançaram produtos próprios no setor de perfumaria.

Além disso, ele destaca a participação dos influenciadores em todo o processo de desenvolvimento dos produtos da We Pink. Segundo ele, tanto a Virgínia quanto a Samara se envolvem no dia a dia da empresa, e isso ajuda na tomada de decisões.

Mas "colar" a marca a uma figura conhecida não basta. "Nenhum influenciador vende um produto que não é bom", afirma Wlisses, que também enfatiza a importância de as próprias criadoras utilizarem, de fato, as criações da marca. "As pessoas começam a falar, o boca a boca é muito forte".

É claro que o poder de influência das empresárias também é utilizado. A We Pink explora muito as redes sociais para trazer novos produtos para a audiência das influencers, complementando a estratégia colocada em prática nos perfis da marca.

Estratégias de Marketing

Embora o marketing de influência seja ponto central das estratégias de comunicação e divulgação da We Pink, a empresa não se limita a isso. Wlisses destaca o papel do e-mail como forma de atrair tráfego e garantir a recompra.

A We Pink também foi além do digital e inaugurou quatro quiosques de vendas em grandes shoppings do Brasil. Wlisses destaca como essa abordagem é importante para alcançar novos públicos, que talvez não tivessem contato com os produtos de outra forma e para potencializar a omnicanalidade.

A mídia paga também faz parte do leque de estratégias de marketing da empresa. Com uma base enorme de clientes além dos seguidores das influenciadoras, a We Pink também dedicou esforços para o remarketing e compras recorrentes. "Dificilmente você vai ver uma campanha para clientes novos. Focamos muito nas pessoas que estão no meio do funil, que já conhecem a marca", afirma Wlisses.

Vale a pena migrar para VTEX IO?

A experiência anterior do Wlisses foi justamente na VTEX. Ao chegar na We Pink, ele buscou trazer essa tecnologia para a empresa para explorar as funcionalidades e vantagens que ele conhecia de primeira mão.

Ele afirma que, após a migração, a empresa passou a explorar todo o potencial do seu ERP e da sua própria plataforma de e-commerce. Um desses ganhos, segundo ele, foi a melhoria do site e os consequentes impactos positivos na experiência do usuário.

Quando perguntei sobre outros ganhos observados após a migração, Wlisses destacou a independência para fazer as coisas dentro da plataforma, sem a necessidade de recorrer à agência parceira sempre que precisasse realizar ajustes no site, por menores que sejam. E isso também gerou economia de tempo e dinheiro.

Quando fazer a migração VTEX IO?

Embora seja uma plataforma que pode trazer muitos benefícios, a VTEX IO não é para todo mundo. Wlisses conta que a adoção da ferramenta depende do momento do negócio.

Ele conta que, para uma marca que está dando os primeiros passos, por exemplo, pode não ser a melhor alternativa. A We Pink foi uma exceção, pois foi criada por pessoas altamente conhecidas, com dezenas de milhões de seguidores, o que permitiu escalar as vendas muito rapidamente.

Para quem está começando, Wlisses sugere procurar plataformas menores e testar alternativas mais acessíveis.

O que todo e-commerce deveria estar aplicando atualmente?

Wlisses faz questão de destacar os resultados positivos da estratégia de criação dos quiosques. Como vimos, os esforços de marketing da We Pink são voltados, em grande parte, para quem já conhece a empresa e para garantir a recompra.

Os quiosques, por sua vez, são uma excelente forma de atração de novos clientes. E ele deixa uma sugestão para empresas que estão hesitantes em investir em estratégias além do digital: "Vá para o físico, porque tem muita oportunidade. Tem muita gente querendo conhecer sua marca que não está no on-line".

Wlisses dá outro recado importante: as empresas de e-commerce precisam dar atenção aos seus dados, principalmente os de operação. Para ele, é fundamental fazer análises constantes, de todas as frentes da empresa.

"Todo mundo quer entender 'por que não vendeu?', mas não param para se perguntar 'por que eu vendo?'. É preciso fazer essa análise. Muitas vezes você vende bem um produto, mas poderia vender muito mais", pondera.

Ouça o episódio completo

O episódio na íntegra já está no ar, então eu te convido para assisti-lo, dando play no vídeo abaixo!

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