Dados do mercado

As maiores empresas do varejo brasileiro

Confira os principais insights do estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) sobre as maiores empresas do segmento no País.

Navegue pelo texto

A Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) lançou um estudo com um ranking das 300 maiores empresas do setor. Mais do que uma lista, a ideia é que o material ajude na compreensão do que aconteceu no varejo brasileiro nos últimos anos.

Os dados são referentes ao ano de 2022 e servem para entender o cenário pós-pandemia e eleições. Mais uma vez, o varejo se mostrou resiliente e fonte de inovação em prol do crescimento.

Nota-se que as barreiras entre físico e digital estão cada vez menos definidas. Entre outras coisas, isso leva à um cultura data drive e à consolidação do digital no varejo brasileiro. Isso significa que as empresas entenderam a importância e como utilizar a análise de dados para entenderem seus clientes e o mercado e manterem-se competitivas.

O consumo das famílias brasileiras

Segundo dados do IBGE apresentados no estudo, o consumo das famílias somou R$ 6,25 trilhões em 2022. Considerando apenas uma queda forte em 2020, ano de decretação da pandemia, o varejo se recuperou em 2021 e manteve a tendência no ano seguinte.

O setor é tão forte que esses números representam nada menos do que 8,6% do PIB do país neste período.

O emprego no varejo

O levantamento também traz dados importantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Em 2022, o Brasil registrou mais de 42 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Somente no comércio (varejo e atacado), são 9,6 milhões - 22,8% do total dos trabalhadores formais.

O estudo destaca que a digitalização do setor varejista e a integração das operações online e offline causaram uma mudança no perfil do trabalhador dessas empresas. Mais do que nunca, a demanda é por profissionais com formações ligadas à tecnologia, como Ciências da Computação, Engenharia, Matemática e Estatística.

Transformação digital: o 5º ciclo do varejo brasileiro

A pesquisa traça um histórico do varejo brasileiro pós-Plano Real, dividindo esse período em cinco momentos fundamentais. Desde 2020, vivemos o ciclo da transformação digital.

O marco é referente justamente à pandemia e os impactos e mudanças que ela forçou em todas as atividades econômicas. A crise fez com que empresas representassem suas estratégias e modelos de negócios, e acelerou o processo de digitalização. Afinal, sem poder abrir as portas, quem só possuía um ponto de venda físico precisou correr para o digital para sobreviver.

A pandemia também mudou o consumidor. As mudanças do mundo digital trouxeram novos comportamentos e demandas, além de terem transformado de vez a forma como a jornada de compra era entendida.

O estudo destaca oportunamente que a transformação digital dos negócios de varejo não deve ser encarada como um projeto que tem começo, meio e fim. Neste momento, a transformação digital deve ser vista como "uma reorientação completa do relacionamento das marcas com seus clientes, alterando a organização da estrutura, processos, pessoas e uso de tecnologia".

Como fazer a transformação digital

A partir dessas observações, a SBVC traz insights importantes para a transformação digital do varejo.

Em primeiro lugar, eles destacam a necessidade de mudança cultural das empresas. Os varejistas precisam de equipes engajadas para acelerar o processo de inovação, com um sistema forte de valores e propósitos.

Como dito, o varejo precisa se tornar data drive. Isso significa colocar os dados no cerne da tomada de decisões e do planejamento estratégico.

A transformação digital não significa a morte das lojas físicas. Pelo contrário: elas assumem um papel ainda mais estratégico, tornando-se o "last mile" e funcionando também como hubs logísticos para descentralizar a logística e o estoque.

Além disso, os pontos de venda físicos também devem ser transformados, focando na geração de valor e apresentação de diferenciais para o cliente, bem como para aprofundar o relacionamento (seja na atração e aquisição de novos clientes, seja na conexão emocional para retê-los e fidelizá-los).

O que fazer diante das transformações do mundo?

Diante de tantas mudanças, da digitalização aceleradas e do surgimento de novas tecnologias, em especial a disseminação da Inteligência Artificial, o levantamento traz três pontos essenciais para as empresas não perderem o foco:

  1. O varejo deve ir aonde o cliente está: não é mais o consumidor que procura o varejo; essa lógica se inverteu. O uso das redes sociais, inclusive com interação direta, são a nova cara da relação. A construção de grupos e o espírito de comunidades são fundamentais.
  2. Experiência de compra do consumidor: frente a tantas opções, a experiência de compra ganha peso na decisão do consumidor. Por isso, os detalhes devem ser pensados a partir da visão do cliente e toda a infraestrutura e equipes devem se concentrar na experiência do comprador. Isso envolve treinamentos e capacitação constante.
  3. Gestão de inventário: o gerenciamento de estoque é uma das questões que mais impactam o fluxo de caixa e a saúde financeira dos negócios. O controle de giro de estoque deve ser constante e o inventário deve ser sempre reavaliado. Produtos sem saída devem ser eliminados; o foco deve ser itens de grande saída, para favorecer o dito.

Neste último ponto, outra questão importante é a estratégia de preços. O conceito de precificação dinâmica já é uma realidade. Trata-se da adaptação do valor a partir de smart tags com base nos diferentes micromomentos dos consumidores. O mesmo pode ser aplicado à experiência de compra.

Ranking do varejo brasileiro: o Top 5

Por fim, o estudo traça um perfil das maiores empresas do varejo brasileiro. O top 5 manteve idêntico ao de 2021. As cinco maiores empresas são:

  1. Carrefour: faturamento de R$ 108 bilhões e expansão de 54% na base de lojas, chegando a mais de 1200 pontos de venda
  2. Assaí: faturamento de R$ 59,4 bilhões e aumento de 24% nas lojas (263).
  3. Magazine Luiza: crescimento de 5%, mas redução de 10% dos pontos de venda (atualmente, 1339 lojas).
  4. Via: faturamento de R$ 39 bilhões, expansão de 4% das lojas (1133).
  5. Americanas: faturamento de R$ 34,4 bilhões, mas envolvida em escândalo de fraudes contábeis bilionárias.

Já se sentiu inspirado pelo "Digital Commerce - O Podcast"? 🎙️

Chegou a hora de elevar a experiência a outro nível! No dia 10 de outubro, a partir das 14h, no Teatro Paiol em Curitiba, vamos comemorar 1 ano do Digital Commerce - O Podcast em um evento presencial recheado de muito aprendizado e networking. Isso mesmo...

Transformamos nossas conversas em um evento ao vivo, onde profissionais renomados se reúnem para um debate descontraído e profundamente informativo sobre o que está quente no mundo do e-commerce.

Demais, não é mesmo? Então não fique de fora, clique aqui para conferir a programação e garantir sua vaga agora mesmo.

Vagas limitadas**

Acompanhe a Betminds nas redes sociais: curta nossa página no Facebook e siga-nos no Instagram.

Últimos conteúdos

ver mais conteúdos

Temu: Um Novo Gigante no Comércio Eletrônico

A Temu, pertencente à PDD Holdings, empresa-mãe da Pinduoduo, expandiu rapidamente sua presença, sendo frequentemente comparada com gigantes do e-commerce como Shein, Amazon e Shopee.

28/5/2024

Arezzo&Co anuncia mudança de nome para Azzas 2154 após fusão com Grupo Soma

O novo nome, Azzas 2154, faz referência ao ano 2154, utilizado pelo CEO Alexandre Birman como um lema de visão estratégica e futuro para a companhia, com o slogan ”Arezzo rumo a 2154”.

28/5/2024

VTEX Personal Shopper: O que é e como funciona

Com o aumento da demanda por personalização e atendimento exclusivo, o VTEX Personal Shopper surge como uma inovação essencial para empresas que buscam melhorar o atendimento, aumentar a conversão e reduzir custos operacionais.

24/5/2024