Dados do mercado

América latina torna-se mobile-first

De acordo com o levantamento da Ebax, cerca de 60% das vendas do e-commerce na América Latina foram feitas por meio de celulares em 2021.

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Embora a América Latina seja marcada pela desigualdade, a ampliação do acesso à internet, seja por banda larga ou dados móveis, transformou os smartphones em um item cada vez mais presente na vida das pessoas.

Com essas tecnologias, sobretudo a mobile, os latino-americanos passaram a ter acesso à educação, entretenimento e meios de pagamento de forma muito acessível e facilitada.

Nos últimos dois anos, depois que a pandemia trouxe uma onda de novos consumidores para o e-commerce e acelerou a digitalização dos negócios, os smartphones também se tornaram a principal forma de compra no continente.

Nesse período, pela primeira vez, o número de compras no comércio digital feitas em dispositivos mobile ultrapassou o volume daquelas feitas no desktop. De acordo com o levantamento da Ebax, cerca de 60% das vendas do e-commerce na América Latina foram feitas por meio de celulares em 2021, um aumento de 46% em relação ao ano anterior.

O relatório Beyond Borders 2021-2022, feito pela Ebanx, se aprofunda nesse movimento e como os países da América Latina se tornaram mobile-first. A seguir, vamos ver mais detalhes do relatório e entender melhor o que acontece na região e, mais especificamente, no Brasil. Acompanhe!

 A digitalização mobile na América Latina

Os smartphones são, hoje, um instrumento fundamental para a inclusão digital e financeira dos povos da América Latina. Para se ter uma ideia, nesses países, existem mais pessoas com celulares do que com contas bancárias. Ou seja, trata-se de uma ferramenta poderosa para promover a inclusão e a inovação.

Como comentamos, a pandemia impulsionou a migração dos latino-americanos para o mobile. No entanto, não foi o único fator. Há também um aspecto econômico: na região, os smartphones são mais acessíveis - e, por consequência, mais numerosos - que os desktops.

Em alguns mercados, como Peru e Colômbia, a penetração dos celulares chega a 100% da população. Em contrapartida, menos da metade das pessoas desses países possuem contas bancárias.

Ainda na questão da acessibilidade, o relatório destaca que a necessidade de ministrar aulas online durante a pandemia fez com que o número de smartphones disparasse. Afinal, são os únicos dispositivos que famílias de baixa renda conseguem adquirir para garantir que meus filhos tenham acesso à internet.

Experiência de compra e características culturais

Mas nem tudo se resume à questão financeira. A experiência do usuário é outro aspecto que impulsiona a América Latina ao mobile-first. Como celulares são dispositivos pessoais, isso dá às pessoas uma maior sensação de privacidade e mais segurança para personalizá-las à sua maneira, como a instalação de carteiras digitais e aplicativos de bancos.

A isso, soma-se a rotina de trabalho dos latino-americanos. Segundo o levantamento, o fato de trabalharmos muitas horas ao dia e perdemos muito tempo no transporte de ida e volta entre casas e trabalho faz do celular um item que traz mais conveniência para o dia a dia.

Não à toa, o tráfego mobile na região é destaque global, comparando-se somente ao que é visto na Ásia. E os responsáveis por boa parte desse consumo de dados são os aplicativos de compra, que estão entre os mais baixados nos três continentes. Nada menos do que 73% dos consumidores da região baixaram algum aplicativo do tipo.

Brasil: o líder do e-commerce na América Latina

O sucesso do Pix apenas confirma que o movimento de disseminação massiva dos smartphones no continente latino-americano também é observado no Brasil.

E quando falamos especificamente do e-commerce, o País se destaca incontestavelmente: o Brasil é responsável por 53,7% de todo o comércio digital na América Latina. Para se ter noção do que isso representa, o segundo colocado, o México, é responsável por 17,1% do mercado.

Nosso país também está à frente dos demais no que se refere à penetração do e-commerce em meio à população. De acordo com o relatório, 78% dos brasileiros fizeram compras online ao menos uma vez em 2021. A média da região é de 68%.

Tudo isso faz com que o Brasil se torne um mercado altamente atraente para empresas de todo o mundo e para os grandes players locais. O estudo destaca as parcerias feitas por empresas como Banggood e AliExpress para voos diretos entre China e Brasil, com o objetivo de acelerar as entregas.

Já em relação às empresas locais, o Mercado Livre (Mercado Libre) surge como grande bicho papão. O marketplace ocupa as três primeiras posições no ranking dos 10 maiores sites de e-commerce da América Latina, liderando os mercados brasileiro, argentino e mexicano.

Empresas como Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia também aparecem na lista, além de companhias internacionais de destaque no Brasil, como OLX e Amazon.

Vale notar, no entanto, o poder dos e-commerces internacionais no País. O maior crescimento registrado no mercado latino-americano acontece justamente aqui: o número de visitas do Shopper no Brasil cresceu nada menos do que 885% em 2021.

A empresa de Cingapura também já possui o app de compra mais baixo pelos brasileiros, à frente de concorrentes de peso como Mercado Livre e OLX.

O relatório da Ebanx nos fornece um interessante olhar sobre as contradições da América Latina e do próprio Brasil: em uma região marcada pela desigualdade, os negócios digitais conseguem se destacar graças à acessibilidade dos smartphones em relação a outros dispositivos e à forma como eles se encaixam nos aspectos culturais desses países, trazendo mais conveniência e facilidade de acesso às pessoas.

E se você precisa de ajuda para desenvolver estratégias para a sua empresa e melhorar as suas vendas, fale com a gente!

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