Dados do mercado

África, a próxima estrela em ascensão para o comércio eletrônico

O continente, que registra crescimento de dois dígitos nos mais diversos setores, tem 1,3 bilhão de pessoas e já se iguala à América Latina com 83% de penetração mobile.

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A África é o próximo case do mercado digital. O continente, que registra crescimento de dois dígitos nos mais diversos setores, tem 1,3 bilhão de pessoas e já se iguala à América Latina com 83% de penetração mobile.

Diferentemente dos países latino-americanos, onde o uso disseminado de smartphones ajudou a catapultar o crescimento dos meios de pagamentos digitais e das compras on-line, no continente africano foi o que possibilitou o acesso de muitas pessoas a serviços financeiros, que é o que vai permitir o crescimento do e-commerce nos países da região.

De fato, a África é a região que tem mais usuários de dinheiro móvel (mobile money) em todo o mundo. Embora a penetração do e-commerce ainda seja pequena por lá - apenas 12% dos africanos compraram on-line no último ano - a adoção de meios de pagamento digitais mantém-se acima da média, alcançando quase metade da população adulta.

Esses dados são do estudo Beyond Borders 2022 - 2023 da Ebanx. Vamos ver mais detalhes.

Inclusão financeira e o papel dos smartphones

Em 2011, apenas 8% dos africanos tinham acesso à internet. Ao mesmo tempo, 52% das pessoas tinham um celular.

Em uma economia em ascensão, marcada pela informalidade e pela falta de acesso a serviços financeiros - apenas cerca de um quarto dos adultos possui conta bancária - os celulares foram e são fundamentais para promover a inclusão financeira e digital. Mesmo não estando conectados à internet.

As telecom locais, como a queniana M-Pesa, permitiram, por exemplo, a realização de pagamento P2P (person-to-person) por meio de mensagens SMS e e-wallets vinculadas ao SIM Card da pessoa.. Esse tipo de serviço foi essencial em um continente em que, em 2011, quase 70% dos habitantes ainda viviam em regiões rurais.

Hoje, com a maior penetração dos smartphones na sociedade, o que vemos é uma expansão de fintechs africanas. Essas startups oferecem soluções e pagamento por meio dos celulares, além de produtos como contas bancárias, empréstimos e carteiras digitais.

Um exemplo é a nigeriana Paga. fundada em 2009, a empresa oferece pagamentos mobile e tem como objetivo a redução do uso de dinheiro vivo. Hoje, conta com mais de 20 milhões de usuários no país e, em 2021, movimentou mais de US $2,7 bilhões.

Tudo isso só foi possível graças à infraestrutura criada pelas empresas de telecomunicação lá atrás, para oferecer serviços financeiros à população.

Líder global em dinheiro móvel

Os números da África impressionam. Atualmente, 75% do tráfego on-line no continente africano acontece por meio de smartphones. É o maior percentual em todo o mundo, muito acima da média global de 60%.

Junto a isso, quase 70% das transações mundiais com dinheiro móvel são feitas na África. Para se ter uma ideia, o sudeste asiático representa apenas 14,9%.

E mais: em alguns países, como o Gabão, quase 40% das pessoas que têm uma conta usam apenas dinheiro móvel.

Inclusão financeira como forma de tirar as pessoas da pobreza

Mais do que facilitar os pagamentos digitais, o dinheiro móvel expandiu, como vimos, a inclusão financeira e o consumo doméstico do continente. No entanto, o maior benefício para a população foi a redução da pobreza na região.

Um estudo de 2016 mostrou que o acesso à M-Pesa aumenta o consumo per capita e tirou quase 200 mil lares quenianos (2% da população) da pobreza. Isso porque, com o dinheiro móvel, as pessoas conseguiram se proteger de riscos, guardar dinheiro e fazer transações com segurança.

Esses exemplos mostram como a África é um lugar digital-payments-first, onde a necessidade de oferecer meios de pagamento digitais à população impulsionou a inovação e a inclusão financeira.

Se falamos muito do sucesso do Pix no Brasil, devemos destacar que um dos primeiros sistemas de pagamentos instantâneos do mundo, o NIP, foi criado na Nigéria, ainda em 2011. 

Essa é só mais uma prova que mostra como a região conseguiu um salto direto em uma economia baseada no dinheiro em espécie para se tornar digital-first.

E os ganhos também aparecem na superação dos principais desafios dos países africanos. Um estudo recente do banco mundial mostra que empresas do continente que fazem transações tais , como dinheiro móvel, têm níveis de produtividade mais altos, assim como maiores lucros e salários.

O próximo passo: o e-commerce

Com o pagamento digital já consolidado entre a população, o próximo passo para a África é a expansão do comércio eletrônico.

São mais de 360 milhões de pessoas (cerca de 30% da população) com acesso a internet e que fazem uso de meios de pagamento digital. Essa base é o que vai permitir o crescimento do e-commerce e impulsionar a economia do continente.

E já podemos ver indícios desse movimento. A África já é a região do mundo que mais cresce em número de compradores digitais. Estima-se que mais de 130 milhões de pessoas farão ao menos uma compra on-line em 2022, crescimento de quase 15%. Espera-se, ainda, que esse aumento se mantenha até 2026, com uma média de mais de 8% ano a ano - a maior do mundo.

Desafios

No entanto, existem barreiras a serem superadas. O setor do e-commerce na África ainda engatinha. Apenas 12% da população realizou uma compra online no último ano; é a menor taxa do mundo.

Além disso, questões envolvendo logística, limitações no acesso à internet, pacotes de dados pouco acessíveis e a falta de consciência digital são desafios para o sucesso dessa indústria.

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